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Pirate Metal

Para quem já conhece esse post não será nenhuma novidade, mas para aqueles que ainda não ouviram, aí está mais uma novidade musical.

O Heavy Metal é um estilo musical tão cheio de subgêneros e divisões que fica difícil conhecer todas elas mesmo sendo um grande fã do gênero. Por isso, sempre acabo descobrindo uma banda aqui e outra ali que tocam cada coisa… Separei alguns lançamentos estranhos que saíram tanto por aqui quanto no exterior.

A banda ao lado, por exemplo, é o Alestorm. Junto com o Swashbuckle, esses escoceses são os maiores representantes do pirate metal. Eles se vestem como piratas, falando de navegar e beber rum em suas letras e são fãs da série de filmes Piratas do caribe. Fico pensando que demorou para alguém pensar nisso. Afinal, o Viking Metal existe há algum tempo e os piratas exercem tanto fascínio quanto os guerreiros nórdicos. O grupo lançou recentemente o disco Black sails at midnight. Coloquei um vídeo com a música “Keelhauled” no final do post.

Outro subgênero curioso é o nintendocore. É uma mistura de metalcore (metal com hardcore) com barulhos de videogame 16 bits, como o Super Nintendo. A banda mais famosa dentro do nintendocore é o Horse the Band, que lançou o disco de estúdio Desperate living em 2009 e agora lança um box com 6 DVDs, Earth tour 2008: desperate living. Confira o vídeo de “Bunnies” no final do post.

Existe também o queercore, um subgênero que trata apenas de temáticas homossexuais. Em geral, os músicos são gays e tratam simplesmente de como é ser gay em suas músicas. Bandas como Bear Party, cujo novo disco Bottom’s Up pode ser encontrado aqui, criam canções divertidas como “Gaylien” e “Fags of the future” (“bichas do futuro”, em tradução livre). Nos anos 1990, o termo queercore era usado para designar bandas de punk que falam das dificuldades de suas escolhas sexuais. Existem outras bandas de Queercore, como a Gayrilla Biscuits e a Black Fag (em homenagem à lendária banda de punk dos anos 1970, Black Flag).

Saindo dos subgêneros divertidos, existem também bandas que fazem um som mais brutal e, em alguns casos, ofensivo. É o caso das bandas de pornogrind, um estilo que mistura músicas extremamente pesadas, de apenas alguns segundos de duração, com temáticas sexuais. As capas os discos também costumam ser bastante agressivas. Para bandas como Dead, Lividity e Waco Jesus, é muito mais importante chocar do que compor músicas realmente boas.

Por fim, existe o mathcore. Bandas como a ótima Dillinger Escape Plan, que acabou de lançar o disco Option paralysis, criam composições complexas, cheias de acordes dissonantes e riffs complicados, de difícil execução. O nome faz referência a essa busca quase matemática por composições difíceis.

Abaixo o clip da banda Alestrom.

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